Requintes de crueldade

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Exames indicam que o garoto Bernardo foi morto com anestésico usado na clínica do pai

O Brasil está chocado com a morte do garoto Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, pois tudo indica que ele foi assassinado pelo próprio pai com a ajuda madrasta.  Um crime bárbaro que provoca um sentimento de revolta pela crueldade com que Bernardo foi morto. Seu corpo  foi encontrado  dez  dias depois do seu desaparecimento, em Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, a cidade onde vivia com o pai e a madrasta, no Rio Grande do Sul.

Os dois estão presos e os primeiros exames cadavéricos indicam que ele foi morto com uma dose excessive de um analgésico usado na clínica do pai, o medico-cirurgião Leandro Boldrini.  Nesse caso, a suspeita da polícia é de que o garoto teria sido assassinado com uma injeção letal depois de dopado.

O atestado de óbito de Bernardo diz que o menino morreu em 4 de abril, dia em que desapareceu. A certidão foi registrada na terça-feira pelo advogado  Marlon Balbon Taborda, que representa a avó materna do menino, Jussara Marlene Uglione, 73 anos.

Jussara contou que era impedida de conviver com o neto desde que sua filha, mãe de Bernardo, cometeu suicídio em 2010. Jussara quer agora que o caso seja reaberto, pois não descarta a hipótese de sua filha ter sido asssassinada pelo marido.

O mais doloroso nessa história é que,  em novembro de 2013, Bernardo relatou ao Ministério Público do Estado que não recebia atenção do pai, não se dava com a madrasta e que não queria mais viver com a família. Ele não encontrou outro lar e não teve tempo de se defender dos criminosos. 

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